Ecologia


A Armação para a pesca da baleia foi fundada em 1796 e extinta em 1829. Imbituba passou a chamar-se "Armação de Imbituba". A pesca da baleia contribuiu para o surgimento da cidade de Imbituba. De acordo com dados históricos, alguns anos após a fundação de Laguna, em 1676, devem ter se fixado em seu território, os primeiros habitantes atraídos pela pesca.
Em setembro de 1998, após uma campanha popular liderada pelo Projeto Baleia Franca e empresários locais, a Prefeitura Municipal de Imbituba decretou o Tombamento Histórico do sitio do Barracão da Baleia, e Lei Municipal posterior, que transferiu o sitio ao Projeto com vistas à sua restauração.
Com a ajuda da comunidade e dos antigos caçadores que participaram das atividades de captura e processamento das baleias, o Barracão da baleia foi reconstruído e hoje é o local do Museu da Baleia, primeiro da América do Sul a reunir informações sobre a saga das baleias, sua matança e luta pela sua preservação. Imbituba situa-se no coração da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, criada por Decreto Federal em setembro de 2000, e que se destina a assegurar a adequada tranquilidade para as baleias francas que fazem da costa centro-sul de Santa Catarina o seu berçário, harmonizando as atividades humanas com as necessidades de proteção ambiental.
O Município, que participou ativamente da campanha para a criação desse santuário, cedeu ao IBAMA a estrutura necessária para sediar aqui a Gerencia da APA da Baleia Franca, contribuindo, assim, para sua efetiva implantação pelo Governo Federal. Além das baleias, a APA da Baleia Franca deve proteger uma parcela expressiva dos ambientes naturais costeiros que fazem de Imbituba um dos mais belos municípios da costa do Brasil.
Hoje as baleias visitam o município de junho a novembro, propiciando o turismo de observação de baleias.
Criado em 1982, anterior ao Decreto de criação da APA, o Projeto Baleia Franca iniciou suas atividades de pesquisa e monitoramento, além de educação e conscientização públicas, de modo a monitorar e garantir a sobrevivência em longo prazo da população remanescente de Baleias Francas no sul do Brasil (SERAFIM, 2003; FILHO, [200-?]).
Com sede no Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, localizado na Praia de Itapirubá, Imbituba, SC, o Projeto é mantido por meio de uma parceria entre a Coalizão Internacional da Vida Silvestre (IWC/BRASIL) e Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRAS), desenvolvendo atividades de pesquisa e conservação das baleias francas em longo prazo (PROJETO BALEIA FRANCA, 2009).


Fonte: Prefeitura Municipal de Imbituba
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